Desparasitação interna e externa

Desparasitação Interna

Porque é tão importante para o seu animal de estimação e para si?

O que são parasitas intestinais?

Os parasitas intestinais são organismos que vivem durante a fase adulta no trato intestinal de um animal, alimentando-se dos nutrientes que o animal ingere e reproduzindo-se. Os principais parasitas intestinais dos cães e gatos dividem-se em duas grandes categorias: os nematodes vulgarmente conhecidos por “lombrigas” e os cestodes comumente chamados “ténias”.

Como se transmitem?

Os parasitas intestinais ao reproduzirem-se no trato intestinal dos animais que os hospedam libertam uma grande quantidade de ovos nas fezes. Estas, por sua vez, poderão ser ingeridas por um outro animal que assim ficará contaminado.

Para além destes, existem outros tipos de parasitas que possuem ciclos de vida complexos. Passam por diversas formas de desenvolvimento, desde larvas até chegarem a adultos no intestino do animal hospedeiro.

Algumas destas larvas deslocam-se dentro do interior do organismo dos animais em que vivem, provocando malefícios durante a passagem deles, podendo inclusive permanecer “dormentes” em quistos nos músculos e nos órgãos do animal em que vivem.

Durante a gravidez, devido aos picos hormonais que a fêmea sofre, é induzida a reativação das larvas enquistadas que reentram em circulação e parasitam as crias passando através do sangue a barreira da placenta materna, indo-se alojar no fígado dos filhotes.

Durante o período de amamentação algumas destas larvas são ainda transmitidas através do leite para as crias. Na altura do nascimento todos as crias já apresentam uma carga parasitária considerável.

 

Quais os sintomas e riscos da parasitose intestinal?

As parasitoses intestinais são na sua maioria zoonoses (doenças transmissíveis para o Homem), sendo um dos principais riscos para a saúde das pessoas que coabitam com animais de estimação.

A parasitose intestinal está entre as principais causas de morte em crias e é provavelmente a maior ameaça para a saúde das pessoas que com elas habitam.

 

Como evitar?

Durante os primeiros meses de vida do seu animal deve realizar desparasitações periódicas a cada 2 a 3 semanas. Estas desparasitações servem para combater a carga parasitária que o animal traz à nascença e que recebe da mãe através do leite. Durante esta fase deve evitar o contacto direto com as fezes do seu animal usando luvas sempre que proceda à limpeza e lavando bem as mãos no fim.

Após os primeiros meses as desparasitações podem começar a ser mais espaçadas, podendo consoante o grau de risco avaliado pelo Médico Veterinário ser feitas de 4 em 4 ou de 6 em 6 meses.

Desparasitação Externa

O que são parasitas externos?

Os parasitas externos são seres vivos que vivem ou invadem a pele ou o pêlo do seu cão ou gato. Estes não só podem causar irritação, mas também algumas doenças, não só para o animal como também para si e para os restantes membros da família que com ele interagem.

Os parasitas externos mais comuns são as pulgas, as carraças, flebótomos (pequenos insetos), mosquitos, ácaros e piolhos.

Sempre que escovar, pentear ou mimar o seu animal de estimação, verifique se este tem algum parasita externo visível.

 

Porque devo desparasitar externamente o meu gato ou cão?

Os parasitas externos podem transmitir doenças infeciosas aos animais. Algumas dessas doenças podem tornar-se cronicas, pelo que a prevenção, através do uso de desparasitantes externos, é o mais aconselhável.

 

Quais as doenças que o meu animal de estimação pode contrair devido aos parasitas externos?

 

  • Dermatite Alérgica pela Picada da Pulga (DAPP)

As picadas de pulgas que são muito frequentes tanto nos cães como nos gatos e consequentemente nos donos provocando irritação da pele, dor e prurido.

Se o seu animal for alérgico a algum dos componentes da saliva da pulga pode surgir a DAPP, cujos principais sintomas são:

– No cão: perda de pelo no terço posterior, prurido generalizado e lesões na pele com espessamento e perda de elasticidade;

– No gato: prurido generalizado que pode levar à automutilação.

 

  • Babesiose e Erliquiose

São doenças transmitidas dos animais doentes aos sãos pelas carraças quando estas se alimentam através da sua picada. Todas as fases evolutivas das carraças (larva, ninfa ou adulto) podem fazer esta transmissão.

A Babesiose provoca letargia, abatimento, febre alta e perda de sangue nos cães.

Enquanto os sintomas da Erliqiose são abatimento, vómitos, febre, perda de apetite e anemia.

Em ambos os casos, é fundamental recorrer ao médico veterinário do seu cão para um diagnostico aprofundado e respetivo tratamento.

 

  • Leishmaniose

A leishmaniose é uma doença dos cães provocada por um parasita protozoário (leishmania), que invade diversos órgãos, causando lesões de diversas extensões com graus de gravidade diversos podendo até provocar a morte.

Transmite-se de animal para animal através da picada de um inseto muito semelhante a um mosquito, mas de dimensões muito mais reduzidas.

Normalmente esta doença carateriza-se pelo aparecimento de lesões na pele e no pavilhão auricular, lesões nas articulações, lesões oculares e à volta dos olhos assim como manifestações de problemas renais.

 

  • Doença do verme do coração

Existe uma espécie de mosquito que ao picar o seu animal transmite esta doença parasitária grave. Tanto afeta gatos como cães.

Esta doença é provocada pelo verme redondo Dirofilaria immitis (microfilárias) cujas larvas são introduzidas na pele aquando da picada do mosquito portador. Consequentemente estas larvas desenvolvem-se entrando na corrente sanguínea e alojam-se no coração onde se alimentam e reproduzem. As novas larvas, por sua vez, voltam a viajar pelo sistema circulatório e quando o mosquito se alimenta do sangue do seu animal fica infestado. Na picada seguinte, volta a introduzir essas novas larvas num novo animal.

As larvas que vivem debaixo da pele transmitidas por um mosquito infetado não provocam sintomas, mas quando se transformam em adultos podem obstruir as artérias e/ou o coração. Os sintomas mais comuns desta doença no cão são a perda de apetite, perda de peso, a intolerância ao esforço físico, tosse, dificuldade em respirar e ruídos pulmonares. Nos gatos, taquicardia, vómitos, perda de apetite e peso e dificuldades respiratórias.

Recorra sempre ao seu médico veterinário quando o seu animal de estimação apresentar algum ou vários destes sintomas.

 

Com que frequência devo desparasitar externamente o meu gato ou cão?

A frequência da desparasitação dependo da forma como o seu animal de estimação vive. Se é um animal que permanece sempre dentro de casa o risco é baixo; se entra e sai de casa, o risco é moderado; se o animal habita num espaço exterior, o risco de apanhar parasitas externos é elevado.

Aconselhe-se com o seu Médico Veterinário para definir o melhor um programa de proteção antiparasitária. Proteja o seu animal, proteja-se a si.

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